quinta-feira, 19 de abril de 2012

Yantra

Fonte: Sivasakti

YANTRA literalmente significa "apoio" e "instrumento". Um yantra é um desenho geométrico atuando como uma ferramenta altamente eficiente para a concentração, contemplação e meditação. 

Yantras carregam um significado espiritual: há um significado específico que pertence a níveis superiores de consciência.

O YANTRA Fornece um ponto focal é uma janela para que o Absoluto. Quando a mente está concentrada em um único objeto simples (Neste caso, um Yantra), a vibração da mente cessa. Eventualmente, o objeto é descartado quando a esvaziar a mente pode permanecer em silêncio e sem ajuda. Nas fases mais avançadas, é possível alcançar a união com Deus através da visualização geométrica de um yantra.

O yantra é como uma imagem microcósmica do macrocosmo. É um ponto de foco e uma porta exterior e interior. Os yantras frequentemente estão focados em uma divindade (entenda-se que aqui cada divindade possui sua própria simbologia e significados e atributos e qualidades)  específica, de modo que, sintonizando em Yantras diferentes pode-se tocar em divindades ou centros de força criativa do universo.

Normalmente Yantras são projetados para que o olhar se fixe no centro, e são muito simétricos, podendo ser desenhados  em papel, madeira, metal, ou terra, ou eles podem ser tridimensional.



O YANTRA mais célebre na Índia é o Sri Yantra de Tripura Sundari o yantra. É um símbolo de todo o cosmos que serve para lembrar o praticante que entre o  sujeito e objeto  não há diferença



Como trabalhar com Yantras

A base de operação do yantra é uma coisa chamada "forma de energia" ou "energia forma". A idéia é que cada forma emite uma freqüência muito específica e padrão de energia.  

Exemplos de antigas idéias de que  yantras e mandalas são formas de energia são: a estrela de Davi, a estrela de cinco pontas (Pentágono), a cruz cristã, as pirâmides e assim por diante.  

Alguns dos poderes são atribuídos às várias formas. Alguns têm as energias "mal" ou negativos e algumas energias "boas" ou positivo, mas em Yoga Yantra apenas as energias benéficas e harmoniosas são usados.

Quando alguém se concentra em um yantra, a mente automaticamente fica sintonizado  por ressonância na forma específica de energia do YANTRA


O processo de ressonância é amplificado e depois mantida. O Yantra atua apenas como "sintonizar" mecanismo ou uma porta. A Energia Sutil não vem (ou está) no YANTRA si, mas o macrocosmo.

Basicamente yantras são as chaves secretas para estabelecer ressonância com as energias benéficas do macrocosmo. Muitas vezes, os Yantras podem nos colocar em contato com energias extremamente elevadas, sendo de inestimável ajuda no caminho espiritual.




Em primeiro lugar, Yantras não pode simplesmente ser inventados de imaginação. Cada modo específico e emoção tem uma forma específica de energia associada a uma forma (desenho) . Esta forma inequívoca determina a forma do yantra associado a esse estado de espírito. Os Yantras tradicionais foram descobertos, por meio da revelação, pela clarividência, não foram inventados simplesmente. É preciso ser um verdadeiro mestre espiritual, um guru tântrico, para ser capaz de revelar uma YANTRA novo para o mundo.

Daí que os Yantras devem ser conservados em sua forma original, não podendo ser colocados invertidos, da mesma forma que a cruz invertida significa outra coisa.



Dissecando os Yantras:



O poder de Yantras para induzir ressonância é baseada na forma suas especificidades de aparência.  

Tal diagrama um pode ser composto de um ou mais formas geométricas que se combinam em um modelo preciso representando e transfigurando na sua essência, ao nível do universo físico, a esfera sutil de força correspondente à divindade invocada.  

Deste ponto de vista podemos argumentar que o YANTRA funciona de forma semelhante a um mantra (palavra sagrada). Por ressonância, uma certa energia do microcosmo do praticante vibra na mesma sintonia com a presente energia correspondente no infinito, no macrocosmo de energia, que é representada no plano físico pelo yantra.  

O princípio da ressonância com qualquer divindade, energia cósmica, aspecto, fenômeno ou energia deve a sua aplicabilidade universal para a perfeita correspondência existente entre o ser humano (visto como um microcosmo verdade) e da Criação como um todo (macrocosmo).


 Contorno

Cada YANTRA é delimitado a partir do exterior por uma linha ou um grupo de linhas que formam o seu perímetro. Estas linhas marginais têm a função de manter, conter e evitar a perda das forças mágicas representados pela estrutura do núcleo do YANTRA, geralmente ponto central. Eles também têm a função de aumentar a sua força mágica e sutil.

O núcleo do YANTRA é composto de um ou várias formas geométricas
simples: pontos, linhas, triângulos, quadrados, círculos e lótus que representam, em diferentes maneiras as energias sutis.




Ponto - Bindu

Por exemplo, o ponto (Bindu) significa a energia focalizada e sua concentração intensa. Ele pode ser compreendido como uma espécie de depósito de energia, que pode, por sua vez, irradiar energia sob outras formas.  

O ponto geralmente é cercado por superfícies diferentes, quer um triângulo, um hexágono, um círculo, etc Estas formas dependem da característica da divindade ou aspecto representado pela YANTRA. Na iconografia tântrica, o ponto é chamado Bindu; no tantra Bindu é simbolicamente considerado Shiva, a fonte de toda a criação.


Triângulo - Trikona


O triângulo (trikona) é o símbolo da Shakti, a energia feminina ou aspecto da Criação.  

O triângulo apontando para baixo representa a yoni, o órgão sexual feminino e o símbolo da fonte suprema do Universo,  significa o elemento  água que tende sempre a voar e ocupar a posição mais baixa possível. Este triângulo é conhecido como SHAKTI KONA.


O triângulo está apontando para cima, significa aspiração espiritual intensa, a sublimação de sua natureza para os planos mais sutis e do elemento de fogo (AGNI tattva).  

O fogo é sempre orientada para cima, assim, a correlação com o triângulo para cima - SHIVA KONA.

A intersecção de duas formas geométricas (linhas, círculos, triângulos, etc) representa as forças que são ainda mais intensas do que aquelas geradas pelas formas simples. Tal interpenetração indica um alto nível na interação dinâmica das energias correspondentes. Os espaços vazios gerados por tais combinações são descritos como muito eficientes campos operacionais das forças que emanam do ponto central do YANTRA


É por isso que muitas vezes pode encontrar representações de mantras em tais espaços. YANTRA e MANTRA são aspectos complementares de Shiva e sua utilização em conjunto é muito mais eficiente do que o uso de uma só.


A Estrela de 6 pontas - SHATKONA

A combinação típica freqüentemente encontrados na estrutura gráfica de um Yantra é a superposição de dois triângulos, um apontando para cima e outro para baixo, formando uma estrela com seis pontos (SHATKONA), também conhecido como Estrela de Davi. Esta forma simbolicamente representa a união de Purusha e Prakriti ou Shiva-Shakti, sem o qual não poderia haver Criação.

 

O Círculo - chakra

Outra forma geométrica simples, muitas vezes usado em Yantras é o círculo, que representa a rotação, um movimento intimamente ligada com a forma de espiral, que é fundamental na evolução Macrocósmica. Ao mesmo tempo, o círculo representa a perfeição, a felicidade plena e o vazio criativo.  

Na série dos cinco elementos fundamentais representa o ar  - Vayu Tattva.


O Quadrado  - BHUPURA

 Entre os elemetos geométricas simples que compõem Yantras há também a quadrado. É geralmente o limite exterior do YANTRA e simbolicamente, representa o elemento terra - Prithivi tattva.

Cada YANTRA começa a partir do centro, muitas vezes marcado por um ponto central (bindu) e termina com quadrado exterior. Isto representa o sentido da evolução universal, a partir do sutil e terminando com o grosseiro, a partir de "éter" e terminando com "Terra".

A maior parte das vezes Yantras são compostos por estas formas geométricas simples, por vezes, encontramos outros elementos como pontas de flecha, tridentes, espadas, picos incluídos no projeto de um YANTRA com a finalidade de representar vetores e direções de ação para o YANTRIC energias.



O lótus (padma)

O símbolo de lótus (ou suas pétalas) é um símbolo da pureza e da variedade, cada pétala de lótus que representa um aspecto distinto. A inclusão de uma flor de lótus em um Yantra representa a liberdade de interferências múltiplas com o exterior (pureza) e expressa a força absoluta do Ser Supremo.

Em conclusão, um yantra é um instrumento muito complexo espiritual na prática tântrica (sadhana). Ele pode acalmar e concentrar as atividades da mente, e por sua auto-sugestão positiva que tem um impacto benéfico sobre a saúde e bem-estar psíquico de uma pessoa.

A YANTRA sozinha não representa nada. quando é despertada pela concentração mental e meditação o processo de ressonância aparecer e as energias benéficas macrocósmico se manifestarão em microcosmo do praticante.



Como usar Yantras 

Como mostramos acima, a chave secreta para uso Yantras na meditação é a ressonância. O processo de ressonância é estabelecida pela concentração mental sobre a imagem do Yantra.  

Enquanto a mente está em sintonia com o humor específico associado ao YANTRA, os fluxos de energia fluem, mas quando a ressonância é interrompida, a energia desaparece.




Instruções para a meditação Yantra:

1 - pendurar o YANTRA sobre uma parede de frente para Norte ou Leste, colocando o centro do YANTRA ao nível dos seus olhos
 
2 - adotar sua postura que mais goste ou, se você quiser, sentar em uma cadeira mantendo a coluna reta

 
3 - respiração pelo nariz e expirar pela boca, mas não force nada, apenas deixar o fluxo de respirar normalmente

 
4 - olhar para o centro do yantra, tentando piscar o mais raramente possível, sem se preocupar em olhar os detalhes do Yantra, basta manter a sua visão no centro e observar o YANTRA todo de uma só vez.
 

este exercício deve durar pelo menos 15-30 minutos todos os dias, a experiência será indescritível
 
no tempo, depois de pelo menos sete dias de meditação YANTRA você será capaz de aproveitar a energia mesmo yantric mesmo sem um YANTRA (no início você pode fixar sua visão em um ponto imaginário ou exterior ou evocar o YANTRA com os olhos fechados)


não se esqueça de consagrar os frutos desta prática para com Deus (karma yoga), você não deve perseguir um objetivo ao fazer meditação YANTRA, apenas deixá-lo gradualmente orientá-lo para as energias sublimes do Macrocosmo

 
Ao executar este técnicas recomenda-se manter um estado de aspiração e intenso desejo de experimentar as energias beatíficos da consciência
em fases superiores a YANTRA absorve atenção total do praticante, e ele já não pode dizer se o Yantra é dentro de si mesmo ou se ele está dentro do YANTRA, este é o estado de não-dualidade.




pois bem...
a introdução foi dada
e aos poucos eu vou colocando as imagens dos Yantras e mais as explicações etc...


por hora deixo apenas mais esse Yantra - tripura-sundari
que segundo o texto acima é o mais célebre de toda Índia





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mantra - OM MANI PADME HUM - O Mantra da Compaixão -

 John Blofeld - do livro Mantras Palavras de Poder

Conhecido como o Mani, é o mantra do Bodhisattva Avalokiteshvara da Suprema Compaixão, que toma a forma do Senhor Chenserig na Mongólia e no Tibete, e da bela Kuan Yin (Kannon) na China (e no Japão).

O Avalokiteshvara é conhecido pelos sábios não tanto como deus ou deusa, mas como a encarnação mental de uma força abstrata demais para ser descrita de outra forma que não acrescenta nem diminui a força do mantra.

Aquilo que para os não-instruídos é uma divindade adorada revela-se igualmente, para todos, uma fonte poderosa de inspiração; pois Avalokiteshvara, quer seja considerado como um ser de existência própria ou como uma criação mental dos devotos, personifica a tremenda força da compaixão, que se distribuí imparcialmente entre todos os seres sensíveis. Também não é significativa a diferença de sexo nas duas manifestações, pois os atributos sexuais dos Bodhisattvas são uma questão exclusivamente convencional.

Parece ser mais apropriada para personificar o espírito da compaixão a forma feminina, mas a encarnação masculina, Chenresig, apresenta-se como um ser de aparência não menos delicada, cujo sexo só é óbvio para os que conhecem as convenções iconográficas indo-tibetanas.

Entre as numerosas narrativas associadas com o Mani, a minha predileta é incidentalmente chinesa, mas muito semelhante às que são conhecidas entre os tibetanos.

Um guerreiro mesquinho, conhecido por sua implacável crueldade, presenciando a fuga de suas tropas que deixavam o campo em carreira impetuosa, teve também de fugir para não cair nas garras de seu rival.

Depois de tirar o uniforme e envergar a roupa azul de um camponês grosseiramente tecida em casa, correu como louco para as montanhas.

Faminto e cansado, seguiu adiante, tão depressa quanto seu esgotado
cavalo pôde levá-lo. Ao chegar a segunda noite, sentiu-se bastante a salvo para passá-la num eremitério próximo da estrada. Descobrindo que os únicos habitantes eram um idoso lama mongólico e um rapazinho que ali trabalhava, agiu com brutal truculência, forçando-os a encher suas sacolas vazias com todas as coisas portáteis de valor que o eremitério continha. Roubar seus hospedeiros era, afinal, sua forma habitual de pagar a hospitalidade, pois a única função dos civis era permitir que os heróis vivessem bem. Como as celas dos monges eram pequenas e sem conforto, ordenou que colocassem um divã na sala do santuário e ali, sem ficar perturbado pela luz de duas velas votivas que iluminavam uma estátua do Compassivo Kuan Yin, mergulhou num sono espasmódico.

Com pena de seu grosseiro perseguidor, o velho lama se esgueirou até o divã e, sentado de pernas cruzadas sobre as lajes, num local sombrio, começou a repetir o mantra OM MANI PADME HUM, num murmúrio que durou a noite toda; a não ser quando via o guerreiro agitar-se no sono, então verbalizava as sílabas silenciosamente, temendo perturbar o adormecido.

Não havia ressentimento no coração do velho, nenhum lamento pela perda dos valores, sem importância para ele, apenas o compassivo desejo de salvar o hóspede das conseqüências de sua loucura.

Durante a noite inteira, o guerreiro sonhou. Quadros e mais quadros surgiram em sua mente, de alegrias sentidas em vidas anteriores; neles, sempre havia alguém que o havia tratado com amor — a mãe, a irmã, algum amigo querido e assim por diante — mas todos esses episódios eram seguidos por outros, dilacerantes, nos quais ele via uma das pessoas queridas na aparência de uma de suas incontáveis vítimas; muitas e muitas vezes teve de suportar a dor de reviver seus atos de tortura, assassinato ou decapitação de alguém que reconhecia ser um generoso benfeitor em vida anterior.

Era insuportável, era horrível, ver-se como um feliz garoto sendo acarinhado por sua mãe que o adorava e depois como o brutal violador e executante da mesma pessoa amada noutra aparência facilmente reconhecível; fossem quais fossem as lágrimas e lamentações, ele não podia suster sua mão.

Despertou com a primeira luz da madrugada, o corpo banhado em suor, a mente enevoada pelo desprezo de si mesmo. De joelhos, caiu ante a imagem do Compassivo Kuan Yin e bateu sua cabeça nas lajes, num frenesi de remorso.

Entretanto, seguindo as instruções dadas na noite anterior, o rapazinho havia tirado o cavalo do estábulo e colocado nele os alforjes com os valores roubados. Tendo feito isso, ajudou o velho lama a levar para o hóspede uma refeição com chá quente, oferecendo-lhe o parco alimento de que dispunham naquele pobre lugar. Depois, com grande espanto do rapazinho, o guerreiro, antes tão truculento, inclinou-se até o chão ante o lama e implorou para ser aceito como discípulo.

"Não", foi a resposta. "A vida monástica não é para você. Continue o seu caminho. Se em qualquer tempo sua sorte melhorar, use seu poder e sua riqueza para o bem-estar dos oprimidos, lembrando que qualquer um deles pode ter sido seu pai, sua mãe ou seu amigo numa das vidas anteriores, pois as vidas de todos os seres sensíveis se interligam no passado durante eras inumeráveis."

Pasmo diante dessa íntima conexão entre aquelas palavras e seu pesadelo recente, o guerreiro implorou ao lama que lhe desse algo a que se apegasse nos anos futuros, ao que o velho respondeu:

"Nada há no universo mais forte que o poder da compaixão.
Apegue-se apenas a isso.
Se os seus esforços, alguma vez, falharem,
devido à carga do karma criminoso,
que as palavras do mantra de Kuan Yin,
OM MANI PADME HUM
sejam o sinete do seu pacto para nunca mais ceder à
crueldade e à avareza."

Assim o guerreiro, depois de devolver o roubo, partiu envergonhado. Dizem que, anos depois, alguns de seus antigos subordinados o encontraram ganhando seu arroz como arrieiro, empregado numa comunidade de monges em remoto mosteiro do cume oriental do Wu T'ai.

Os não-iniciados usam o Mani muitas vezes como feitiço protetor contra toda espécie de má sorte, seja do próprio indivíduo ou de outrem. Ele é pronunciado em momentos de perigo, entoado suavemente quando se conforta alguém em aflição e recitado mentalmente ou alto, em repetição infindável, pelos que buscam nascimento na Terra da Pureza. Inúmeros tibetanos morrem tendo nos lábios o
Mani.

Há também muitas aplicações especiais do mantra. Há pouco tempo o sr. Lu k'uan-yü escreveu-me sobre sua aplicação curativa no tratamento das alucinações correntes e doenças psíquicas similares. 0 paciente deve se sentar diariamente diante de uma vasilha de água e, invocando Avalokiteshvara de todo o coração, olhar para a tigela durante algum tempo, enquanto recita o Mani. Quando se vê um lótus emergindo da água, a cura é garantida. Eu mesmo pude me curar, no espaço de uma noite, de uma doença que me atacou durante uma semana, em viagem a cavalo através das montanhas no norte da China. Tendo caído da minha mula e sendo acudido e levado até a hospedaria mais próxima, recuperei a consciência ao descobrir, sentado na minha cama, um lama mongol entoando suavemente OM MANI PADME HUM. Maravilhosamente recuperado, senti a fadiga e a doença desaparecerem, e na manhã seguinte continuei a
viagem, sentindo-me tão bem como no primeiro dia.

É possível argumentar que o efeito dos mantras em tais circunstâncias é puramente psicológico. Isso é bem verdade, mas num sentido que não é de todo simples. A energia da compaixão personificada por Avalokiteshvara é real, e reside
no nível profundo de nossa consciência; está presente em todos nós, ainda que escondida pelos obstáculos do ego, e é despertada pelas sílabas, sobretudo quando pronunciadas com profunda aspiração pela felicidade de outrem. Por uma
razão qualquer, essa energia é mais facilmente evocada do que outras similares, para as quais existem outros mantras; provém daí a larga popularidade do Mani entre os que não receberam o ensinamento da ioga, do qual depende a
eficiência dos demais.

0 Mani também pode ser empregado em níveis mais elevados de ensinamento, e não são poucos os lamas eruditos que o consideram o mantra dos mantras, inteiramente completo em si mesmo, desde que alguém conheça os meios de usá-lo efetivamente. Apesar das aparências, nenhuma operação mágica participa dele. O mantra, além de ter uma afinidade psíquica com um elemento encaixado na consciência de quem o usa, e com um elemento idêntico na psique daqueles sobre os quais é usado, recebe enorme força de poder cumulativo das sagradas associações com as mentes das inúmeras pessoas que o pronunciaram durante o curso de séculos.

Ao relatar o que se segue sobre algumas das práticas iogues do Mani,  antecipo-me de algum modo para reunir tudo quanto foi dito sobre este mantra num só lugar. Segundo a doutrina Mahayana, tal como interpretada pela seita
Vajrayana, a suprema energia que brota da Fonte Suprema, e dali para as profundezas da consciência do adepto - tem dois aspectos: a sabedoria da realização sagrada e a sabedoria da compaixão.

Esta última muitas vezes é personificada pelo Buda Amitaba, do qual Avalokiteshvara é conhecido como uma emanação divina. Entre as inúmeras formas do Bodhisattva Avalokiteshvara, a mais freqüentemente admirada é a de uma divindade de quatro braços, de pura cor branca, duas mãos prendendo uma jóia colocada palma a palma num gesto de oração, duas mãos erguidas à direita e à esquerda, uma segurando um fio de contas de cristal, simbolizando a contemplação, a outra com um lótus que representa a perfeição espiritual.

Mas a contemplação bem realizada não requer reflexão cuidadosa sobre o Simbolismo; há profundas razões na ioga para essa forma da divindade, sua postura, seus gestos, suas cores e atributos, que são reconhecidos e aceitos por todos quantos admitem que a tradição vinda de Nalanda há séculos atrás, e mantida no Tibete de hoje, nada contém de fantasioso ou arbitrário.

Exceto no início da prática da ioga, pouca preocupação se tem com o assunto, porque pensar muito na interpretação do Simbolismo pode levar à distração; é preciso permitir que os símbolos ajam diretamente sobre um nível mais profundo da consciência. A forma bonita do Bodhisattva Kuan Yin (Kannon), conhecida por todos os amantes da arte chinesa e japonesa, é, similarmente, produto da intuição iogue; mas os artistas, ignorando o fato de que Kuan Yin é uma divindade de meditação e não um deus, podem ter introduzido detalhes imaginosos que não se encontram em pinturas ou estátuas especialmente preparadas como apoio para a meditação.

0 Mani pode ser usado em qualquer momento, sem preparo especial, por aqueles que possuem algum conhecimento dos métodos da ioga contemplativa, ou por
aqueles capazes de imbuir a forma do ser compassivo com o poder advindo das associações que ele desperta em suas mentes. Sua recitação por adeptos é, em geral, acompanhada da visualização da forma divina e das sílabas, cada qual com
sua cor apropriada; simultaneamente, brota na mente do adepto o desejo profundo pelo bem-estar dos seres sensíveis e a vontade de experimentar compaixão por todos eles — não só por aqueles que é fácil amar, como amigos, cavalos,
elefantes e Cachorrinhos, mas também pelas criaturas até então consideradas repelentes, como insetos nocivos, répteis, soldados, bandidos, fantasmas e demônios.

A princípio, mesmo sendo incapazes de amá-los, é possível ao menos simpatizar com suas tristezas e alegrar-se com suas transitórias alegrias, vendo-os como seres igualmente condenados, como nós mesmos, a vagar de nascimento em
nascimento, era após era, até alcançar a Luz. Objetos anteriores do desagrado do adepto, suas inimizades ou aversões peculiares devem ser os primeiros destinatários do poder do Mani, devendo o adepto dirigir seu pensamento para
eles com todo o amor de que seja capaz. Possuído de tristeza pelos fardos que todos devem carregar, e ansioso pela felicidade universal, ele olha as belas feições do Bodhisattva, já radiantemente visíveis à sua visão interior, e recita
repetidamente OM MANI PADME HUM!

Ou então se aprendeu com um mestre tibetano, UM MANI PEME HUNG!
(A vogai "U" é semelhante à primeira vogal da palavra inglesa "woman"; o "A" é pronunciado como em "father"; "PEME", contração de "PADME", soa quase como "pay-may", com a diferença de que o "P" fica parecido com o "B".)

OM, simbolizando a origem, a Fonte Suprema, o Dharmakaya, o Absoluto, é uma palavra de grande poder criativo, considerada com freqüência como sendo a soma de todos os sons do universo — a harmonia das esferas, talvez.

MANI PADME (jóia no lótus) significa vários conceitos como: a sabedoria essencial que existe no âmago da doutrina budista; a sabedoria esotérica da Vajrayana contida na filosofia esotérica Mahayana; a Mente contida dentro de nossas mentes; o eterno no temporal; o Buda em nossos corações; a meta (suprema sabedoria) e os meios (compaixão); e, se posso permitir-me tirar uma inferência, o Cristo interior que reside na mente do cristão místico.

HUM é o condicionado no incondicionado (que é para OM assim como Tê é para Tao na filosofia taoísta); representa a realidade sem limites incorporada dentro dos limites do ser individual e, deste modo, une todos os seres e objetos separados ao OM universal; é a não-morte no efêmero, além de ser uma palavra de grande poder que destrói os empecilhos criados pelo ego.

Tais interpretações são naturalmente de interesse, mas é necessário acentuar que a reflexão sobre o Simbolismo não faz parte da prática contemplativa. As sílabas mântricas não podem produzir seu efeito total sobre os mais profundos níveis na consciência do adepto se a sua mente está apinhada de conceitos verbais. O pensamento reflexivo deve ser transcendido, abandonado.

Quanto à maneira de recitação, não deve haver regras fixas a não ser aquelas impostas pelo mestre, se ele assim o quiser. A sílaba OM é em geral enfática e mais ou menos prolongada, de modo que o M final vibre. MANI PADME (ou
MANI PEME) são recitadas quase como uma palavra. HUM (OU HUNG) é às vezes retardada. Podemos desenhar o ritmo assim: _ - - - - — —! O mantra deve ser pronunciado em tom monótono; ou com a sílaba OM um tanto mais alta do que o resto; ou com as cinco primeiras sílabas em tom monótono e baixo, mas com o HUM tão mais alto do que o resto, como o sol fica acima do dó em nossa escala musical. Nesse caso o diagrama se modificaria para — - - - - — !

Quando a recitação chega ao fim, os devotos permitem que a figura mental do Bodhisattva desapareça de sua mente, qualquer que seja o método aprendido, e depois refletem com gratidão sobre os resultados, tais como o poder de gerar compaixão e distribuí-la imparcialmente, a mais íntima e simpática compreensão dos corações de seres aflitos (ou de algum ser ou seres em particular), ou o alívio da dor, da tristeza ou da confusão mental na mente da pessoa para a qual se dirigiram os votos do adepto. Antes de se levantar, não se deve esquecer de realizar o ato mental de dedicar o mérito resultante de sua prática ao bem-estar de todos os seres, pois esta é a conclusão essencial de todas as práticas e ritos iogues.

Um método popular de usar o Mani é o de gerar compaixão para com todos os seres do universo, dirigindo a mente para cada um dos seis estados de existência por sua vez, enquanto se repete o mantra muito lentamente, talvez 21 ou 108 vezes; em resposta a OM, raios brancos sobre o mundo dos devas; a MA, raios verdes sobre o reino dos asuras (titãs); a NI, raios amarelos sobre o reino humano; a PAD, raios azuis sobre o  reino dos animais; a ME, raios vermelhos sobre o reinado dos pretas (bocas ardentes); e a HUM, raios escuros e enfumaçados sobre os habitantes (criados pela mente) do inferno. As sílabas são visualizadas como se fossem evoluindo lentamente dentro do coração do Bodhisattva, cada qual irradiando seus raios na direção certa.

A natural inclinação dos devotos chineses para contemplar a compaixão sob forma feminina é compartilhada pelos tibetanos que, portanto, contemplam Tara, a emanação de Avalokiteshvara. De acordo com a necessidade individual, Tara é representada de maneiras variadas, como uma figura maternal de grande beleza ou como uma linda virgem. ...

domingo, 15 de abril de 2012

O Caminho das Mandalas - ARTE E AUTOCONHECIMENTO

Integrando arte, magia e psicologia, o artista plástico Marco Winther cria mandalas individualizadas, que são verdadeiros “retratos energéticos” da pessoa focalizada.

Por Romeo Graziano Filho
Publicado na revista Planeta em março de 1997

O fenômeno de resgate e atualização das expressões do saber antigo tem influenciado diferentes áreas da vida moderna, num impulso de síntese que merece uma observação mais apurada de quem está atento ao nosso atual momento histórico. A arte, enquanto manifestação da sensibilidade que extrai novos conteúdos da realidade comum. Figura entre as formas privilegiadas de abordagem das transformações emergentes da nova cultura planetária, pois o ato puro de criar tem ligação direta com os processos embutidos no inconsciente coletivo da sua época.

Assim tem sido com a mandala, este admirável diagrama com capacidade de representar as relações entre o ser humano e o cosmo, cuja utilidade pode ser constatada desde as mais remotas culturas. As civilizações orientais, especialmente a tradição hindu, desenvolveram grande habilidade em lidar com a mandala (círculo mágico, em sânscrito), que sempre serviu de elemento integrador entre a realidade aparente e as esferas superiores, divinas da nossa existência.

Ela é um cosmograma funcionando como portal para o Ser verdadeiro de cada um de nós, e existe tanto na natureza (na estrutura da flor, do floco de neve ou do favo de mel) quanto na psique humana. Em outras palavras, o caminho circular da mandala leva-nos ao centro da nossa consciência, é uma imagem arquetípica, transcultural, fácil de ser apreciada nas rosáceas das igrejas, na espiral da concha do mar, na disposição das sementes do kiwi ou na própria íris do olho.

Tocado pela magia deste símbolo ancestral, o arquiteto e artista plástico Marco Winther despertou para uma nova função da arte, integrada com o misticismo e, sobretudo, direcionada à evolução individual:

“Antes eu mexia com várias técnicas, mas não conseguia ver um objetivo na minha produção. A partir do instante em que juntei arte e misticismo, passei a ter um sentido, um propósito no meu trabalho artístico, que é proporcionar autoconhecimento”, diz este paulistano de fala tranqüila , demonstrando uma satisfação libriana em poder ajudar as pessoas que encomendam as suas mandalas.

Marco chama este trabalho de mandala pessoal, interpretando-o como um “retrato energético” de quem está sendo focalizado. Trata-se de uma mandala individualizada, na qual todas as figuras que entram na sua composição expressam e vibram as energias específicas da referida pessoa, servindo-lhe, portanto, de fonte de contemplação para reequilibrar seus fluxos internos e externos, para gerar mais harmonia entre o seu consciente e o inconsciente, mais centramento e maior compreensão sobre si mesma, além de sintonizá-la melhor com as correntes construtivas e evolutivas do universo.

A arte, a magia e a psicologia – os três principais campos de ação da mandala – são cuidadosamente integradas nesse cosmograma particular. Ao mesmo tempo, ele conserva as qualidades de uma obra de arte, emanando beleza, e serve de objeto catalisador das forças secretas do indivíduo nele representado, o que é algo de grande utilidade em seus processos de autoconhecimento e de superação dos traços que interferem na manifestação do seu ser essencial.

As mandalas estão presentes em todos os lugares: na íris dos olhos, nas conchas do mar, nas sementes do kiwi.

E o caminho circular das mandalas (palavra que significa “círculo mágico” em sânscrito) tem o dom de nos levar ao centro da nossa consciência.

a seguir a arte de Marco Winther e Fany Zatyrko, artistas plásticos brasileiros, autores do livro Mandala, a Arte do Conhecimento.

Mandalas não revelam o futuro, mas apresentam um retrato do seu próprio interior, daí que podemos fazer uma experiência com elas...

Primeiro só as Mandalas e respectivos números a seguir o texto explicativo

Poderá escolher 3 Mandalas - respectivamente
1 - Momento Atual
2 - Caminho
3 - Conclusão

Concentre-se na sua questão e escolha ....
escolha a que mais gostar...  


1





2


 3



4




5




6




7



8



9



10



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1 - Força


A força é a energia vital e mágica que existe em toda entidade humana. Temos o poder pessoal de mapear nosso destino, estabelecer nossas metas e dar os passos necessários para atingi-las.

O nosso poder de criar o futuro é ilimitado e qualquer idéia que abrigarmos em nossa mente pode se tornar realidade. Nesta mandala a força está associada ao controle, disciplina, paciência, vontade, e visão das oportunidades.

Use a imagem da espada central para abrir seus caminhos nesse momento. Mentalize-a porém sempre brilhante como uma antena de captação da energia divina, pois essa consciência do uso da espada é uma forma psíquica de abrir o seu caminho, protegendo-o das influências externas.



2 - Dualidade


Esta mandala representa a interação entre os pólos opostos, entre o feminino e o masculino no seu sentido mais amplo, harmônico e elevado. As imagens dessa figura têm como ponto forte a convivência harmoniosa dos contrários ou o equilíbrio de forças em oposição.

Se queremos mudar as coisas a nossa volta, devemos modificar a nossa relação com os outros. As diferenças entre os homens devem ser respeitadas, pois nada significam frente à compreensão do todo.

Devemos vencer as oposições e resistências sendo tolerantes e bem humorados, solucionar conflitos de forças opostas sendo compreensivos e moderados. Aqueles que concordam com você serão por você naturalmente atraídos. Confie nesse fato. Os que discordam deverão ser liberados para seguir o próprio rumo sem obstáculos. Lembre-se da ação dos ímãs: atração ou repulsão. Assim também funciona a nossa energia.



 3 - Humildade

A humildade consciente é um estado de percepção em relação à vida de modo mais profundo e intuitivo, em que a pessoa cede espontaneamente para não agredir, e age com desprendimento e gratidão por tudo que a vida possa dar.

O humilde procura enxergar a vida em todas as suas dimensões, das profundezas às alturas. Ele é o que melhor aproveita as lições do mundo, pois está sempre sereno, paciente e atento à orientação espiritual. Ele ouve sem protestar, solicita sem exigir, e aprende sem pontificar. Ele se deixa fluir com suavidade para alcançar qualquer objetivo. Procure neste momento conhecer-se profundamente, procurando corrigir suas deficiências e não querendo impor sua vontade sobre os outros.


4 - Associação 


Cada um de nós precisa conhecer o sentimento de união e cooperação, pois é através dele que podemos acabar com o nosso egoísmo.

A associação é enriquecedora quando existe equilíbrio entre as partes. Dar e receber é o fluxo que nos alimenta, nos completa e nos faz sentir o percurso evolutivo das energias.

Não tenha receio de se entregar de corpo e alma às situações novas, à alegria que a vida possa lhe oferecer.






5 - Coragem



Quando surge um obstáculo que nos impede de conquistar algo, podemos optar entre a inércia das lamentações ou o movimento das soluções. Nenhuma situação está além da nossa capacidade de lidar com ela.

Essa mandala, através da sua simbologia, fala sobre a superação de todas as formas de medo e dúvida. Esta é a hora de mudanças, e às vezes é necessário uma virada completa de atitudes para que surja um modo de vida totalmente novo.

Controle as emoções negativas, mantenha o coração puro e a mente aberta aos recados do desconhecido - e seja persistente, encarando as dificuldades como um desafio.



6 - Organização

A partir da ordenação de pensamentos e ações, traçamos o caminho por onde estarão canalizadas as energias necessárias à execução de novos ideais.

Seja determinado, eficiente e consciente em seus esforços. Defina prioridades, clareando as metas, terminando trabalhos que aguardam uma conclusão, administrando melhor seu tempo. Paciente e atento aos detalhes, com um senso inato de equilíbrio, reconheça a importância das proporções e da precisão, pondo ordem e regularidade em sua vida.

O domínio desse processo traz ao homem equilíbrio e estabilidade, como bases para a compreensão dos diferentes estados de consciência.



7 - Fé

Você deve ter fé, e essa fé deve ser forte e inabalável.
Este estado de entrega e de devoção não é algo para se conversar a respeito. A fé é uma atitude de confiança, um sentimento poderoso que põe as forças do céu à disposição do homem. É preciso compreender que este poder não vem de fora, vem de dentro e não está ligado ao intelecto. A fé vai na frente e as especulações do intelecto vêm atrás.

Por meio da fé, aqueles que se deparam com dificuldades insuperáveis descobrem a força interior para resolvê-las.

Ela tem o poder real de curar física, mental e espiritualmente, mas para se viver através dela é preciso um coração simples.



8 - Atração

Esta é uma mandala de vitalidade, renovação, reconciliação, senso estético e paixão.
Alegrar-se com a vida nesse momento é o seu propósito, sentir o calor humano e ser liberal. Viver uma época de grande energia, de força e aceitação. É o encontro com nossas forças animais, experiências pelas quais se compreende a grandiosa sabedoria das leis cósmicas com toda a sua sincronicidade.

Falar de atração é conscientizar-se do sentido hermético da vibração. A vida universal dos homens e dos objetos mantém-se por meio dessas influências recíprocas nas leis de causa e efeito.

Considere essa mensagem como uma afirmação de sua capacidade de usar o poder da intenção para obter todas as coisas que você deseja.



9 - Verdade

A verdade não está nos livros, nos mestres ou nas escolas. Ela está unicamente no nosso espírito e em nosso coração: "Conhece-te a ti mesmo".

Ser verdadeiro é ter pureza de pensamentos, de palavras e intenções.
A integridade não é uma característica inata. Ela se desenvolve com a técnica da autodisciplina, do discernimento e da decisão de ser incansavelmente honesto nas reações a todas as situações.

A verdade não vem nua para o mundo, mas revestida de imagens e símbolos. Para encontrá-la devemos aprender a ler estes símbolos e a penetrar nas imagens. A verdade é um processo de iluminação das intenções no relacionamento entre nós e o mundo.



10 - Expansão

Dia a dia você percebe novos progressos dentro e fora de você. Você se descobre absorvendo novas idéias, sentindo e atuando inusitadamente a elas. Sua consciência se expande e se torna capaz de aceitar mais e mais...

À medida que aprendemos com nossa experiência, nossa apreciação da vida aumenta, nossos sentidos se tornam aguçados, e nossa mente se torna clara e receptiva.

Neste momento comece a reajustar sua maneira de pensar, acreditando que você terá sucesso em tudo o que decidir fazer.

Sinta-se crescendo, quebrando todas as amarras que possam impedir seu desenvolvimento. No seu dia-a-dia expanda todos os seus pensamentos e ações, e esteja determinado a atrair o melhor para você.


11 - Equilíbrio
Da natureza de nosso pensamento depende a fortaleza de nosso corpo, o vigor da nossa inteligência, o êxito dos nossos negócios.

O equilíbrio é necessário para que não haja dispersão de energia. Esta mandala propõe esse equilíbrio em todos os níveis: físico, mental e espiritual, como uma etapa a ser superada para a evolução do ser. Adote uma alimentação sadia, cultive pensamentos positivos, e lembre-se sempre que você é parte fundamental do universo.

Lembre-se de que para toda ação existe uma reação. Aja de acordo com o conhecimento dos sábios, vivendo no equilíbrio dos fluxos energéticos.



12 -  Perdão


Não é possível fazer muito progresso na evolução do espírito com serenidade, sem se reconciliar com o passado.

Se velhas feridas continuam doendo, precisamos aceitá-las, perdoar quem as causou e em seguida esquecê-las. A vida é preciosa demais para guardarmos mágoas que só consomem nosso tempo e energia. A partir de agora, a cada manhã renove a sua alegria de viver. Compreenda que você está a serviço do universo, e está recebendo, através de uma grande proteção, apoio para deixar fluir suas qualidades superiores de compaixão e perdão. Não espere que o procurem para agir fraternalmente.

Ajude , conversando , eliminando discórdias e mágoas, curando ressentimentos. Nenhum gesto de compreensão e bondade, por menor que seja, vai passar despercebido.



 13 - Cooperação



A cooperação é a atitude que elimina os pontos de divergência dentro de um grupo ou num relacionamento, criando assim solidariedade e comunhão.

Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida nos aperfeiçoa e enriquece, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos.

A cooperação engrandece a energia de um grupo ou de um projeto, tornando-o mais completo e maduro. Assim se alcança mais rapidamente o objetivo desejado, produzindo os frutos dessa confiança entre as pessoas.



14 - Ousadia

O homem sem equilíbrio oscila entre estados de ânimo positivos e negativos, que são os movimentos das forças yin e yang, e perde sua liberdade quando não percebe a vida como passagem transitória e condicionada.

Não devemos tentar dominar situações ou pessoas com atitudes inflexíveis e resistentes. Em épocas como esta, de decisão e ousadia, devemos ter bom senso para não exagerar pensando que podemos tudo. O ideal é seguir nosso caminho sempre com equilíbrio rumo ao nosso objetivo.

Nas situações que requerem ousadia, coloque-se no lugar do sol, emitindo a mesma luz e calor que dá vida ao planeta.



 15 - Semear

Viemos a esta terra para servir uns aos outros.
Existe sempre alguém a quem você pode servir.

Vivemos em companhia uns dos outros por um desígnio maior, e nessa mandala você está confirmando sua capacidade de nutrir os seus semelhantes e de poder guiá-los em seus passos vacilantes.

Compartilhar, cooperar, amar, valorizar são qualidades oferecidas por um coração amoroso e por um espírito desperto.

Fique aberto às solicitações das pessoas, ajude, mas não espere o retorno ou a finalização dessa situação. Mantenha-se nos limites da modéstia e da paciência. O momento certo para dizer, fazer ou acontecer alguma coisa surgirá num ritmo e tempo próprios.



16 - Experiência

O aprendizado da vida é feito por meio das experiências por que passamos. Para se ter experiência é preciso coragem em todas as circunstâncias. Por piores que lhe pareçam as dificuldades, tenha a certeza de que pode superá-las com persistência e força.

O envolvimento nessa intensa busca espiritual servirá de base para profundas revelações sobre a vida. Aquilo que lhe parecia certo no passado perde agora sua importância, pois você está no caminho da concretização de um potencial mais elevado.

E essa nova consciência lhe trará uma fase de boas colheitas, de compreensão e de luz.



17 - Doação

Nossas vidas estão cheias de "fragmentos e pequenas oportunidades". Este é o momento para compartilhar, repartir, e o que é solicitado agora é a plena atenção no momento presente, dissolvendo a ilusão do "ser individual" e interagindo sempre que possível com o outro!

Não estamos aqui sem um propósito determinado. As atividades diárias que atraem nossa atenção são os caminhos para a realização e crescimento, feitos sob medida para as contribuições que somos convocados a oferecer, e a experiência da doação é sempre enriquecedora.

Quando você pratica um ato pacífico ou produtivo em benefício do próximo, não importa a forma de doação, você se expande para fora de si mesmo, e o universo se expande para você. Para encontrar paz e alegria, espalhe otimismo e bondade ao seu redor. Ajude sempre!



18 - Iniciação

Um novo ciclo é apontado nessa mandala para o consulente. Um novo impulso para a espiritualidade, a unificação da vontade pessoal com a de um sentido mais elevado de compreensão.

Neste momento você pode confiar em sua intuição, na sua sensibilidade para formular novas perguntas ao seu espírito.

Um canal está se abrindo a partir da esfera de atividades até o desconhecido. Uma nova consciência removerá o véu dos seus olhos, e você deverá esvaziar-se de todo o burburinho do mundo exterior, e no silêncio que se segue terá o infinito por companhia e o mestre interior como caminho.

A mente, estando desbloqueada, fará com que você veja o homem, o planeta Terra e o Universo em harmonia, estado este que deverá ser projetado em todos os teus atos.



19 - Plenitude

Quando a consciência da plenitude é alcançada, você vive nas realidades física e etérea com mais intensidade.

Seu desempenho no mundo é muito importante, pois você é parte fundamental do sistema planetário, e a elevação vibracional da humanidade só ocorre com a tua participação.

Mantenha a luz interior sempre radiante. Tenha em mente o poder que você tem de iluminar os ambientes e despertar os adormecidos para o caminho da evolução.



 20 - Amplitude

O homem que compreende as leis do cosmos atua com a inteligência dos grandes mestres. Ele sabe que o caminho a tomar é o do renascimento, o da total doação para fundir-se ao Universo.

A energia evolutiva não tem limites. Se o momento é de união com o "todo", é hora de partilhar com o próximo. A mandala sugere que o consulente abra de vez seu coração e sua mente, servindo de passagem à energia cósmica.

Tenha consciência da luz que recebe e emite, e saiba que esse poder se revela através dos seus atos, da sua força mental, dos seus diálogos.



21 -  Libertação

A vida não deve ser vivida como um fardo. Sentimentos de negação bloqueiam a capacidade de você se desvencilhar dessa bagagem emocional cheia de preconceitos, regras e padrões de como a vida deve ser vivida em cima de pontos fixos.

Nessa posição, o hábito e o conformismo são entraves, e você tem muito a conquistar nesse momento. Comece a se desfazer de todas as expectativas que lhe foram impostas pelos outros, e reencontre sua capacidade de ação. Tenha em mente que o homem tem livre arbítrio para escolher seus caminhos e opções na vida, e que as pessoas com as quais cruzamos no nosso destino colaboram com o nosso aprendizado - mas não devem nos aprisionar!

No dia-a-dia, pense com a cabeça e sinta com o coração, e não ao contrário, e siga em frente com coragem.



22 - Fusão

Esta é uma mandala de integração. Existe algum tipo de sincronicidade surpreendente nos fatos que estão ocorrendo ou que estão para ocorrer em sua vida Abordar pessoas e situações de um modo positivo, afável, resulta em respostas de atitudes similares.

Uma postura serena diminui a tensão daqueles que nos cercam, e atraímos muitas mudanças quando nos posicionamos corretamente, abrindo-nos amorosamente para o novo e deixando que ele flua com bênçãos em nossa vida.

Felizmente, temos o controle sobre o nosso comportamento, o que significa ser de nossa escolha agir com responsabilidade e respeito pelos nossos semelhantes em todos os momentos da vida. Todos os fatos e pessoas que o cercam fazem parte de uma trama cósmica que o impulsiona em sua evolução. Por isso esteja atento e saiba reconhecer as oportunidades e coincidências, que serão para você uma grande fonte de aprendizagem e sinalizarão os caminhos a serem seguidos.


23 - Sucesso

Esta mandala fala sobre a disponibilidade e abertura às muitas oportunidades de vitória sobre os acontecimentos. São momentos de celebração da vida, o desfrutar da ascensão, do progresso. Existem ao seu dispor muitas condições que facilitarão o aumento e concretização de projetos, com apoio e reconhecimento. Você vai encontrar o caminho livre e sem obstáculos!

Quando compreendemos as leis físicas do Universo e as aplicamos em nossas vidas, qualquer coisa que desejamos pode ser criada. As mesmas leis que regem a natureza e o seu potencial de desenvolvimento criativo também atuam na materialização dos seus desejos mais profundos.

É um momento favorável e dinâmico, com grandes possibilidades de êxito em todas as suas realizações!


24 - Abundância

A consciência da inteligência que existe dentro de você vai ser a abertura, a chave da abundância, que agora vai se manifestar na sua vida.

Você está dando espaço para que o Poder Supremo possa se revelar através do mundo natural ao seu redor, fazendo fluir um tempo de beleza, de paz, tranquilidade, prazer e qualidade.

Faça as pazes consigo mesmo num nível profundo, e você irá descobrir como chegar até o amor que existe por trás das aparências, em todas as questões pessoais. A prosperidade começa com a sensação de estar bem consigo mesmo.


 25 - Purificação

A principal causa da nossa infelicidade é a perpétua conturbação da mente causada por todo tipo de desejos.

Quando um desejo é satisfeito, há uma cessação temporária desta infelicidade, mas outros desejos logo se manifestam, e na impossibilidade de obtê-los, voltamos à condição de infelicidade. Esse condicionamento da mente deixa o indivíduo confuso e muitas vezes incapaz de julgar o certo do errado, aprisionando-o a muitas espécies de apegos.

Cada um de nós é responsável pela sua própria condição de vida. Ser livre ou escravo depende apenas de por quais caminhos trilham os pensamentos.
A purificação dos pensamentos trará à consciência um tempo de desprendimento e gratidão por tudo o que você vem recebendo da vida, sem quaisquer expectativas ou exigências.

Você precisa usar a sua mente sempre a seu favor, emitindo energias que têm o poder de purificar os lugares e situações, e até mesmo de promover a cura.


 26 - Amor

Aprendemos quem somos graças ao nosso envolvimento com o amor.
A sua expressão amorosa deve derramar-se até os outros através de vários gestos. Nenhum de nós pode evoluir mental e emocionalmente cultivando o isolamento em lugar de intimidade.

A vida só é linear na aparência. Quando podemos ouvir a nossa consciência interior e seguir suas indicações com receptividade a cada momento, seguimos o caminho do coração e o futuro deixa de ser apenas a continuação do passado. Nossa atitude mental e espiritual afeta todo o Universo.

O amor é a escada pela qual nos elevamos a Deus. Quem a tudo renuncia por amor está mais perto da meta final.

Esta mandala fala de amor sincero entre amigos, casamento, novos relacionamentos, entrega e reunião de opostos!

Abra o seu coração para atos simples e amorosos de dedicação às pessoas, às plantas, aos animais - enfim, à natureza e a Deus.



27 - Elevação

A natureza não resiste ao homem que sabe usar corretamente o seu poder. Tudo coopera com ele. Quando somos doces e ternos com a existência, ela nos retribui dando-nos uma vida plena e pacífica. As coisas começam a se encaixar e a fazer sentido.

Seu movimento interior está voltado para as energias do crescimento e da oportunidade. O apoio a todos os esforços vem do próprio espírito.
Lembre-se porém que a espiritualização da humanidade se dá como um todo. Colabore, em todos os planos de energia, com a iluminação do coletivo.




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